./abril 2026
- assisti ao espetáculo Improvável dos Barbixas, e também não esperava muita coisa mas confesso que dei umas boas risadas
- seguindo a recomendação de um cara do meu pilates, assistimos a 1ª temporada de Buffy the Vampire Slayer (1999) e começamos a assistir a segunda
- achamos Buffy engraçado
- como presente de aniversário, recebi uma massagem relaxante de 1h30
- por algumas horas, senti como se eu fosse um polvo -- flexível e sem ossos
- terminei de ler Assim nasceu uma língua (Fernando Venâncio, 2024)
- comecei a ler Agosto (Rubem Fonseca, 1990)
- fui no meu primeiro congresso internacional (não apresentei nada)
- servi de intérprete para uma quantidade não-nula de chineses
- ganhei brindes
- ganhei um presente de aniversário
- vi tantos papers e apresentações que comecei a ficar desorientado
- após 5 dias de 12h+ de interação social e absorção acadêmica, senti como se meu corpo estivesse se esfarelando, condição exacerbada pelo fato de que eu tinha passado o fim de semana inteiro no evento e que eu não teria folga durante a semana
- fiquei esperançoso ao lembrar do feriado do dia do trabalho -- o fim de semana podia não ter existido, mas pelo menos a semana seria curta, e eu teria um feriadão inteiro pra descansar!
- fui informado pela silvia que tínhamos uma viagem marcada para nova friburgo
- dissociei
- passei entre 2h e 3h num veículo automotivo de quatro rodas a caminho de nova friburgo
- fui acostado pelos familiares da minha esposa a respeito da minha cara de cansaço e poucos amigos
- durante a viagem de ida, li 40% de Agosto
- fiz um passeio de teleférico, e quando ele passou por cima de um abismo, relembrei que eu tenho medo de altura
- conversei com um geólogo
- fizemos uma trilha bacana que culminava em uma pedra com o formato de um cachorro sentado
- comemos num rodízio de massas onde éramos os únicos clientes e o garçom se chamava Andrew Smith
- visitamos um colégio jesuíta de 140 anos de idade e vimos o boletim do Carlos Drummond de Andrade
- testemunhei um grupo de ex-alunos do colégio se reencontrando e revisitando o local onde estudaram há quase 50 anos
- vi patos
- na viagem de volta li mais 40% de Agosto
- terminei Agosto (Rubem Fonseca, 1990) e achei legal
- fiquei com vontade de assistir a minissérie
- comecei a ler Inventing the Renaissance (Ada Palmer, 2025)
- dei uma entrevista sobre meu projeto de preservação de CD-ROMs infantis para um projeto de literatura digital infanto-juvenil da USP
- com o objetivo de aprender a não me afogar, fiz uma aula experimental de natação
- gostei da aula, e na saída, me inscrevi pra fazer um mês de aulas
- discuti com a minha mãe porque ela disse que todo mundo que faz natação tem que usar protetor de ouvido e isso não faz o menor sentido pra mim
- poucas horas depois comecei a sentir dor no ouvido esquerdo
- ao longo dos próximos dois dias a dor foi piorando
- a contragosto marquei um otorrino
- ao entrar no consultório, fui surpreendido por uma mulher extremamente bem vestida de maquiagem e salto alto
- expliquei minha situação
- ela pegou a lupa de ouvido, apontou no meu ouvido, olhou por 1 segundo e disse: "é cera"
- "vamos fazer uma limpeza", disse a mulher extremamente bem vestida de maquiagem e salto alto, sorrindo, enquanto punha um fotóforo na cabeça
- "certo", disse eu, rindo internamente do look destoante da doutora
- "quando foi a última vez que você veio ao otorrino fazer lavagem?", ela perguntou, esquentando água morna pra enfiar no meu ouvido
- "há 20 anos acho", respondi, "eu era criança"
- "entendi", ela disse
q
- ela começou a jogar água morna no meu ouvido
- eu comecei a rir externamente
- "desculpa mas a sensação é engraçada", falei enquanto gargalhava
- "imagina", ela disse
- após uns 20 segundos ouvindo schlub schlub schlub dentro do meu ouvido, ela me aponta a bacia de metal: "é claro que você estava com dor, olha o que tinha dentro do seu ouvido"
- eu olho
- vejo um chumaço de cera sólido do tamanho da falange de um recém-nascido
- começo a rir mais ainda
- a cena se repete pro outro ouvido
- "é assim... que as pessoas ouvem?", eu digo
- "sim", ela diz
- "mas eu ouço tantos sons agora"
- "preste atenção em como você está ouvindo agora. quando você parar de ouvir assim, está na hora de retornar"
- agradeço, finaliza-se a consulta e saio do estabelecimento
- um novo mundo se abriu para mim
- comecei a ficar profundamente incomodado com o som de talheres batendo
- recebi a notícia de que os produtos de limpeza ypê estão proibidos
- fui avisado de que o detergente que usamos na cozinha é da marca ypê
- desloquei-me ao mercadinho do condomínio para adquirir um detergente de outra marca
- encontrei uma prateleira vazia
- lembrei que eskibon existe
- comi um hamburguer de graça enquanto jogava RPG porque meu pedido veio errado no ifood
- após pouco mais de um mês com uma conexão de internet instável e caprichosa, decidi fazer o impensável e comunicar-me com a Claro
- com muito esforço, consegui agendar a visita de um técnico
- tive de confirmar a visita pelo menos quatro vezes em dias distintos
- no dia fatídico, ouvi a campainha tocar e abri a porta para o técnico
- meu coração pulou uma batida quando, ao ouvir duas frases e olhar para o modem, o técnico disse: "já sei qual o seu problema"
- refestelei-me ao ver que em cinco minutos o modem foi trocado e problema foi resolvido
" se liga no nome dessa cliente que tenho um agendamento aqui hoje... DORITA BARATA DA SILVA. *gargalha*"
- fui abordado por um bêbado na rua que estava extremamente interessado em falar sobre seu histórico com a linguagem de programação COBOL